segunda-feira, 5 de maio de 2014

Síndrome do Cidade Alerta



18:30, hora do lanche da tarde, você está doida por um pão quentinho e o café que só o seu avô sabe fazer.  Quando finalmente começa a lanchar, liga a televisão: click, MULHER MATA O MARIDO QUEIMADO APÓS DESCOBRIR TRAIÇÃO. É melhor trocar de canal, ninguém merece ficar vendo dor de corna a essa hora da tarde: click, NAMORADO FURA OS OLHOS DA NAMORADA POR CIÚMES. É, percebo que está difícil, mais uma tentativa: click, MULHER É SEDUZIDA E MORTA POR PSICOPATA DA INTERNET. Desisti de assistir televisão.

O que podemos perceber com essa enxurrada de tragédias a que somos expostos diariamente? Que o mundo está um caos? Sim! Que a sua mãe, mesmo exagerando, tem razão de lhe aconselhar e se preocupar com quem você conversa na internet? Sim! Mas temos duas opções, realmente absorver todas essas notícias e construir um quarto do pânico imune a tudo e a todos, inclusive a terremotos, ou tentar manter o equilíbrio, afinal de contas, se nos trancarmos em um quarto no subsolo, quem é que vai pagar as contas?!

Não faltam caso de pessoas que se tornam tão neuróticas com essas notícias, que ficam doentes, síndromes do pânico, fobias e por aí vai! Isso é muito sério, não é saudável, e definitivamente, não nos faz nada bem. O lance é não estacionar, e tentar seguir com a vida normalmente, tomar certos cuidados, agir com prudência e cautela, e principalmente, pedir a proteção divina, por que o negócio não é brincadeira não. Não se deixe contaminar pela síndrome do Cidade Alerta, caso contrário, seus lanches da tarde e sua vida nunca mais serão os mesmos.

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