domingo, 1 de junho de 2014

A primeira vez

Meu primeiro amor, um dos filmes mais fofos na minha opinião.



A primeira vez a gente nunca esquece, essa frase quase todo mundo conhece não é mesmo? É a mais pura verdade, a primeira vez de praticamente tudo é inesquecível. O primeiro dia de aula, a primeira vez andando de bicicleta, o primeiro beijo, a primeira vez que saímos de casa sozinhos, a primeira vez que falamos em público, a primeira vez dormindo fora de casa, a primeira madrugada com os amigos, e por aí vai. Estamos sujeitos a todo tipo de aprendizado, o tempo todo, e ao meu ver, a única maneira de aprendermos algo com as coisas mais diversas possíveis, é vivenciando-as. Tudo bem que há exceções, coisas que obviamente nos fazem mal devem ser descartadas dessa seleção. 

Mas como saber o frio na barriga que é ir em um brinquedo que despenca em mais de 30 metros, se insistimos em dar ouvidos ao medo de altura? Como ter a sensação de ver o sol nascer depois de uma noite incrível com os amigos, se insistimos no medo dos perigos da noite? Como ter o prazer de conhecer novas pessoas e fazer novas amizades, se temos medo de tudo e todos que se aproximam de nós? Reparou que em todos estes questionamentos uma palavra predomina? O medo. O maior atravancador de sonhos e novas experiências que existe. Acredito que todos, invariavelmente sentem medo de alguma coisa ou situação, o que nos diferencia uns dos outros é que uma parcela não dá ouvidos ao medo, consegue enfrentar a si mesmo. Se repararmos bem, quanto mais fazemos isso, aos poucos, o medo vai perdendo sua força, é como se estivéssemos deixando de alimentá-lo, o que o faz morrer de fome.

Já outra parcela de pessoas optam por alimentá-lo, o que o faz crescer e tornar-se cada vez mais forte. Não permita que o medo ou qualquer outro sentimento ruim te impeçam de crescer, intelectualmente, socialmente, fisicamente e até espiritualmente. Um ótimo exercício para fortalecer a personalidade é simplesmente deixar de ouvir certas coisas, palavras negativas, pessoas que tem empurram para baixo e principalmente, o medo. Precisamos de histórias para formarmos nosso repertório de vida, contar sempre a mesma história, ou simplesmente não ter histórias para contar, faz a vida perder o sentido e a graça. Temos de ser protagonistas e não coadjuvantes ou plateia de nossa história. Faça da sua vida valer a pena, caso o contrário, ela irá passar e você terá a péssima sensação de que não viveu.

Tamiris Pires

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