sábado, 31 de outubro de 2015

Inveja branca, isso existe?


Provavelmente você já ouviu o termo “inveja branca”, ou seja, uma inveja que não deseja o mal da pessoa invejada. Eu, até pouco atrás, não acreditava muito nisso, afinal, inveja é inveja não é mesmo? Até que me deparei com uma foto, uma amiga querida se divertindo com amigos num cenário paradisíaco, as coisas pareciam estar boas pra ela.

Em plena quarta feira a tarde, uma pessoa ostentando dinheiro e diversão na sua cara, e você num escritório, tendo que ralar para ganhar o seu. O que você faz, deseja que a pessoa bata a cabeça e morra? Que ela perca todo o seu dinheiro no jogo do bicho? Que ela seja atingida por um raio? Não, ao menos não foi o que fiz. Pode parecer mentira, mas não consigo desejar o mal de ninguém, por mais fdp que a pessoa seja. Ainda, se for alguém querido, desejo que ela multiplique sua riqueza, alegrias e seja verdadeiramente feliz.

“Ah, Tamiris, mas você é muito idiota!” Talvez seja, mas não quero para os outros o que não quero pra mim. Creio que tudo que desejamos a alguém uma hora volta para gente, seja bom ou ruim.  

E a tal da inveja branca? Não há mal nenhum em você admirar uma pessoa e suas conquistas, você querer chegar onde ela chegou, conseguir o que ela conseguiu, ou até mais do que isso. O problema é quando você não faz nada para alcançar seus objetivos, acha que as coisas têm obrigação de cair no seu colo simplesmente porque sim, porque você merece ou algo do tipo, e deseja que o outro perca tudo o que conquistou. Você só consegue estar feliz com a infelicidade de alguém, isso não é bom.

Alguns chamam de inveja branca, mas eu entendo como admiração e inspiração, e estas, aliadas com perseverança e trabalho duro, fazem coisas extraordinárias.

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