terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Essa tal de poesia


Engraçado esse negócio de poesia.

Pega a gente de repente, sem avisar.

Lá estava eu, toda humilde com minhas crônicas e contos.

E me vejo querendo escrever poesia sobre tudo.

Penso, eu, poetisa? Não!

Em um país com Drummond, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Mario de Andrade e tantos outros gênios, eu me dizer poeta é até piada.

Mas como proceder, se as coisas não vêm de outra forma.

Não se encaixa em textos, crônicas ou nada do tipo.

Desde a menina na rua até o dedão do pé, tudo vira poesia.

O bichinho da poesia se entranhou e se espalhou e você nem notou.

Quando vê já está rimando amor com dor, feliz com nariz, ou pé com chulé.

Ou se pega refletindo sobre seu andar ou o sol, ou sobre as histórias por detrás das pessoas.

Você torna bonito o que é feio, torna feio o que parece bonito.

Contradiz a si mesmo e as verdades absolutas.

Muito danada essa tal de poesia,

Te pega de jeito e você nem vê.


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