quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Queria ser fofa




Desde criança ouço minha vó dizer “Tamiris, você tem que ser mais doce! ”. Uma visita ao médico me trouxe a esta reflexão. A médica, no caso, era fofa, linda, parecia uma boneca de porcelana. Daquelas que você nunca imagina gritando ou falando “merda” por exemplo, tipo a Sandy.

Eu nunca fui assim, meu tom de voz me faz falar mais alto do que quero, o que faz parecer que estou nervosa e gritando, quando na verdade não estou. Sou uma pessoa extremante estabanada, tropeço até no ar, e não pensem que é daquele jeito fofo de comédias românticas, eu sou do tipo que bate o cotovelo na parede e deixa o celular cair no próprio pé. Não tenho o mínimo talento para tarefas manuais, nunca fui o tipo delicada, mesmo quando tentava, não conseguia.

Outra coisa que não me permite ser fofa, creio eu, é que sou debochada, irônica, sarcástica, daquelas que perde o amigo, mas não perde a piada. Acho mais interessante ver a vida assim, o óbvio, o normal e o comum nunca me foram atraentes. Ao longo dos meus 23, quase 24 anos percebi que tentar ser algo que não é, mudar seu jeito para agradar quem quer que seja não parece muito inteligente. Algumas pessoas não gostarão do seu jeito, outras vão te amar justamente por ele, o legal é procurar.

O ser humano é surpreendente, mesmo a moça que aparente ser a mais frágil, pode se tornar uma guerreira, forte e resistente e até a mais rude pode ter seus momentos de fofura e delicadeza. As pessoas são diferentes, isso é o que nos faz tão espetaculares. Quer saber, não queria ser fofa não, gosto de mim exatamente do que jeito que eu sou.

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